A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta sexta-feira (17) um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária. O documento foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes após a divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta escrita pelo ex-presidente nas redes sociais, o que gerou questionamentos sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas pelo tribunal.

Avaliação do procurador-geral

Embora tenha reconhecido que a publicação do texto afronta as determinações judiciais que impedem o ex-presidente de utilizar redes sociais mesmo por intermédio de terceiros, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a revogação do benefício seria uma medida excessiva. Segundo Gonet, o retorno imediato ao regime fechado não seria proporcional às razões humanitárias que sustentam a atual condição de Bolsonaro, que se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Recomendações e defesa

Apesar de ser contrário ao encarceramento neste momento, o procurador defendeu a explicitação de regras mais rígidas para evitar que novos atos do ex-presidente sejam explorados em um período de proximidade com as eleições, garantindo que tais ações não sejam incompatíveis com o regime humanitário concedido. Em contrapartida, a defesa de Jair Bolsonaro argumentou ao STF que o ex-presidente não tinha conhecimento prévio de que a carta seria publicada pelo filho nas redes sociais. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por envolvimento em tramas golpistas.

Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil

FONTE/CRÉDITOS: Fonte: News Rondônia — https://newsrondonia.com.br/politica/2026/07/18/pgr-defende-manutencao-da-prisao-domiciliar-de-bolsonaro/